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UGC e creators: como conseguir, autorizar e usar na página de produto

Conteúdo de cliente e de creator converte mais que estúdio porque parece verdade. Só que repostar no story não é o mesmo que ter licença para usar na sua vitrine.

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Usado por mais de 6 mil lojas. Leitura de 10 min.

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Posso usar o vídeo que um cliente postou na página do meu produto?

Só com autorização dele. Quem grava o vídeo é o autor da obra, e a marcação do seu perfil no post não transfere direito de uso comercial. Repostar em story, com crédito, é uma prática aceita dentro do funcionamento da própria rede social. Usar o mesmo vídeo na sua página de produto ou num anúncio é uso comercial em outro contexto, e exige permissão explícita. Se aparecer o rosto ou a voz de alguém, você precisa também da autorização dessa pessoa para uso de imagem. O caminho seguro é pedir por escrito, dizendo onde o vídeo vai aparecer e por quanto tempo.

De onde vem o UGC, na ordem de esforço

Cinco fontes reais. As primeiras são quase gratuitas e a maioria das lojas ignora as duas primeiras.

Area de comentarios e reacoes do video dentro da loja
  • Marcações e menções que você já recebe

    Clientes já postam com o produto e marcam o seu perfil. Esse é o acervo mais barato que existe, e o único trabalho é pedir autorização de uso para as peças boas.

  • Vídeo enviado no atendimento

    Cliente que mandou vídeo perguntando algo ou mostrando o produto recebido. É prova de entrega real, e basta pedir permissão na mesma conversa, que já está aberta.

  • Programa simples de incentivo

    Cupom ou brinde para quem manda um vídeo de vinte segundos usando o produto. Barato, escalável, e cria acervo com autorização já combinada de início.

  • Creator pequeno, contratado por peça

    Perfil de audiência modesta cobra pouco, entrega vídeo no formato certo e aceita ceder uso comercial. Custa menos que uma diária de estúdio e rende mais na página.

  • Time interno como creator

    Vendedor, estoquista e atendente conhecem o produto e podem gravar com naturalidade. Não é UGC no sentido estrito, mas tem o mesmo efeito de honestidade na tela.

  • Review de produto em vídeo

    Quem gravou um review por vontade própria já demonstrou disposição de falar do produto. Pedir autorização de uso costuma ter resposta positiva, e o material é de fim de funil.

A razão do efeito

Por que conteúdo de creator supera produção de estúdio na página

O visitante da sua página de produto tem uma suspeita razoável: tudo ali foi escolhido por você para vendê-lo. A foto foi você que tirou, o texto foi você que escreveu, o ângulo foi você que escolheu. Essa suspeita não é hostilidade, é filtro de quem já se decepcionou com compra online. Todo conteúdo que a marca controla passa por esse filtro.

Vídeo de cliente ou de creator atravessa o filtro por um motivo específico: ele mostra o produto em condição imperfeita. A luz é a da casa da pessoa, o corpo não é o de manequim, o ambiente é bagunçado, a opinião pode ter uma ressalva. Cada um desses defeitos é um sinal de autenticidade, e é exatamente por isso que o vídeo convence mais do que a mesma informação dita pela marca.

Há um segundo efeito, mais concreto que o de percepção. Creator diverso mostra o produto em corpos, tons de pele, tamanhos e ambientes variados. Isso responde a pergunta que a foto de catálogo nunca responde, que é como fica em alguém parecido comigo. Em moda, calçado e cosmético, essa dúvida é a principal causa de carrinho abandonado e de devolução.

Vale registrar o limite disso, porque UGC é vendido como solução mágica com frequência. Conteúdo ruim continua ruim mesmo sendo autêntico: vídeo escuro, tremido, sem mostrar o produto ou com áudio incompreensível não converte só por ter sido gravado por um cliente. Autenticidade compensa acabamento, não compensa falta de informação.

A parte que dá dor de cabeça

Autorização: o que pedir, e o que não basta

Comece pela distinção que mais gera erro. Repostar o conteúdo de alguém dentro da própria rede social, com crédito, é comportamento previsto pelo funcionamento daquela plataforma e amplamente aceito. Levar o mesmo arquivo para a sua página de produto, para um anúncio pago ou para um material impresso é outra coisa: é uso comercial fora do ambiente onde a pessoa publicou. A marcação do seu perfil não é licença, e um comentário dizendo pode usar não define escopo nem prazo.

Existem dois direitos distintos em jogo e é comum confundir os dois. O primeiro é sobre a obra: quem gravou e editou é autor daquele vídeo. O segundo é sobre a pessoa: quem aparece na imagem ou tem a voz gravada tem direito sobre o uso da própria imagem. Num vídeo em que o creator aparece, os dois coincidem. Num vídeo em que ele filma outra pessoa, você precisa dos dois consentimentos.

A autorização não precisa de contrato de dez páginas para material simples, mas precisa ser por escrito e precisa ser específica. Mensagem trocada e guardada já é registro melhor do que acordo verbal. O que ela deve deixar claro: quais arquivos exatamente, para quais usos (página de produto, anúncio pago, redes, e-mail), por quanto tempo, em quais territórios se houver venda fora do país, se há exclusividade e se permite edição e recorte do material.

Dois pontos práticos que evitam problema depois. Se o vídeo contém música comercial, o direito da trilha não é do creator e ele não pode ceder o que não tem: troque a trilha ou use o vídeo sem áudio na página. E guarde o arquivo original junto com o registro da autorização, porque em uma auditoria futura o vídeo sem a prova de permissão vale menos do que vídeo nenhum.

Lojas que já vendem com vídeo

Mais de 6 mil lojas usam o iShorts, muitas com acervo majoritariamente de UGC.

  • Beide
  • Café com Deus Pai
  • Ela Up
  • Esplanada Móveis
  • Exx Nutrition
  • Les Cloches
  • Loja Rendere
  • Modern Clixx
  • Peregrino Nacional
  • Primacial
  • Ropek
  • Saint Germain Brand
  • Silver Crown
  • Store Guette
  • Use Adel
  • Use a Ela
  • Use Tha Beauty
  • Ysy Acessórios
  • Zanne Joias

Quer ver o seu UGC com botão de compra no player?

Demonstração com um vídeo de cliente ou de creator seu, na sua página de produto.

O briefing que evita refação

Cinco instruções que cabem numa mensagem e resolvem quase todo problema de material inutilizável.

  1. Diga qual dúvida o vídeo precisa responder

    Não peça um vídeo bonito do produto, peça um vídeo que mostre se a bota aperta no pé largo. Objetivo específico é a diferença entre material usável e material genérico.

  2. Especifique vertical, sem marca de água e o arquivo original

    Peça 9:16, ou seja, celular em pé ocupando a tela inteira na vertical, e peça o arquivo direto da galeria, não o exportado de dentro de um aplicativo de rede social. Marca de água inutiliza o material para página de produto.

  3. Exija que funcione sem áudio

    Diga que o vídeo será exibido no mudo. Se a informação é falada, peça legenda ou peça que o gesto mostre o que a fala diria. Sem esse aviso, metade do material chega inutilizável.

  4. Combine a licença antes da gravação

    Uso em página de produto e em anúncio precisa estar acordado antes, não depois que o vídeo ficou bom. Negociar licença sobre material já entregue é a pior posição possível.

  5. Peça mais tomadas do que você precisa

    Três variações curtas rendem mais que uma tomada longa perfeita, porque você recorta o que serve. E peça o produto em quadro nos primeiros segundos, sempre.

  6. Meça por peça e recontrate quem performa

    O relatório por vídeo mostra qual creator gera clique e adição. Isso transforma contratação de creator em decisão com dado, em vez de aposta em número de seguidores.

Perguntas frequentes sobre UGC e creators

Não automaticamente. A marcação sinaliza que ele quer que você veja, não que ele cedeu uso comercial do material. Repostar em story dentro da própria rede é uma prática aceita ali. Para página de produto ou anúncio, peça autorização explícita e guarde o registro.

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