Como medir se o vídeo está vendendo?
Três métricas respondem a pergunta, em ordem crescente de importância: clique no player, adição ao carrinho por vídeo e receita atribuída por vídeo. A primeira mostra se o bloco está sendo notado na posição em que você colocou. A segunda mostra se o vídeo convence, porque adicionar ao carrinho é intenção declarada de compra. A terceira é a que decide, porque liga a peça de conteúdo a faturamento. O que atrapalha mais que ajuda é a visualização isolada: vídeo com muita visualização e nenhuma adição ao carrinho é entretenimento, não venda, e otimizar por visualização leva a produzir mais do que não converte. Existe um passo anterior a tudo isso, e é o que quase todo mundo esquece: registrar a linha de base antes de instalar. Anote conversão, taxa de adição ao carrinho, ticket médio e receita por visitante das páginas que vão receber vídeo, dos últimos trinta dias. Sem esses números guardados, você olha o painel no dia trinta e não tem contra o que comparar, então nenhuma métrica bonita vai responder se valeu.
O processo de medição, na ordem correta
Cinco passos. O primeiro acontece antes de a ferramenta existir na loja, e é o único que não pode ser recuperado depois.
Registre a linha de base antes de instalar
Escolha as páginas de produto que vão receber vídeo e anote, para os últimos trinta dias, a conversão, a taxa de adição ao carrinho, o ticket médio e a receita por visitante. Guarde em planilha com a data. Anote também campanhas em andamento e datas comerciais no período, porque elas explicam parte da variação que você vai ver depois.
Defina o grupo de comparação
Separe produtos parecidos que não vão receber vídeo no primeiro ciclo, de faixa de preço e categoria semelhantes. Eles absorvem o efeito de sazonalidade e de campanha, o que evita atribuir ao vídeo uma alta que aconteceu na loja inteira.
Publique com produto vinculado em cada vídeo
Sem vínculo não existe atribuição: o relatório não sabe a qual item associar o clique. Ao publicar, vincule todos os produtos que aparecem na peça, inclusive os secundários do look ou do kit. É o passo que mais compromete medição quando é feito pela metade.
Na primeira semana, olhe só comportamento
Clique no player, tempo assistido, chegada ao card do produto. Serve para corrigir problema operacional: bloco em posição ruim, vídeo em página sem visita, produto sem vínculo. Não tire conclusão de conversão aqui, porque a variação natural da loja é maior que o efeito acumulado.
Compare por vídeo em uma a duas semanas
Ordene as peças por adição ao carrinho e identifique o padrão do topo. Normalmente aparece uma preferência clara do seu público por um formato. Esse padrão é o roteiro do próximo lote de gravação, e é o principal retorno prático da medição.
Aos trinta dias, feche a conta contra a linha de base
Compare os produtos com vídeo contra os números que você anotou no passo um e contra o grupo sem vídeo. Olhe conversão, receita por visitante e ticket. Decida com isso: expandir, regravar, mudar posição ou concluir que rende pouco no seu catálogo.
Relatório por vídeo em mais de 6 mil lojas
O iShorts entrega leitura por peça nas principais plataformas de e-commerce do Brasil.
A leitura que liga a peça de conteúdo ao pedido
Dentro da rede social você observa atenção. Dentro da loja você observa intenção de compra. É a segunda que responde se valeu produzir aquele vídeo.

Clique no player, por vídeo
Mostra se o bloco está sendo notado onde você colocou. Clique baixo em página de boa visita costuma ser problema de posição, não de vídeo.
Adição ao carrinho, por vídeo
É a métrica que separa vídeo que entretém de vídeo que vende, porque adicionar ao carrinho é intenção declarada e não apenas atenção.
Receita atribuída, por vídeo
Fecha a conta. Permite ordenar o acervo por faturamento gerado e decidir onde investir a próxima hora de produção.
Vários produtos na mesma peça
Quando o vídeo tem mais de um item vinculado, você vê qual deles puxou o carrinho, o que revela venda casada que a foto não mostra.
Comparação entre posições da loja
A mesma peça publicada em lugares diferentes rende de forma diferente. Comparar por posição costuma render ganho sem gravar nada novo.
Quer ver o relatório por vídeo funcionando?
Demonstração guiada mostrando clique, carrinho e receita por peça, em português.
O que ignorar
As métricas que enganam
Visualização é a mais sedutora e a menos útil. Ela cresce com posição do bloco e com volume de tráfego, e não com qualidade do vídeo. Um bloco no topo da home acumula visualização sem que ninguém tenha decidido assistir, e otimizar por esse número leva a mover blocos para lugares chamativos em vez de melhorar a peça.
Tempo médio assistido é melhor, mas continua sendo métrica de atenção. Vídeo longo com narrativa boa retém e pode não vender, porque nunca chega ao ponto de mostrar o que a pessoa precisava ver para decidir. Trate retenção como diagnóstico de edição, não como resultado.
Curtida e comentário na rede social não medem venda na loja, e a comparação entre os dois ambientes é justamente a informação mais útil que existe. Não é raro o vídeo mais popular no feed ficar no meio da tabela de carrinho, e um vídeo discreto liderar. Quando isso acontece, a lista do carrinho é a que orienta produção.
Por fim, cuidado com a comparação de mês contra mês sem contexto. Novembro não se compara com setembro, semana de campanha não se compara com semana normal e alta na loja inteira não é efeito de vídeo em cinco produtos. É para isso que serve o grupo de comparação: separar o que aconteceu por causa do vídeo do que aconteceu com todo mundo.
Perguntas frequentes sobre medição
Dá, com mais ruído. Você pode extrair o histórico dos trinta dias anteriores no relatório da sua plataforma e no seu analytics, e usar produtos semelhantes sem vídeo como grupo de comparação. É pior do que ter registrado antes, porque o histórico não guarda o contexto de campanha, mas sustenta uma leitura razoável.
